Os militares do Estado do Acre
estão em último lugar, com percentual de 0,04, quando o assunto é corrupção. Os
dados fazem parte de uma prévia da Pesquisa Nacional de Vitimização,
encomendada pelo Ministério da Justiça e pelo Programa das Nações Unidas para o
Desenvolvimento e foi elaborado pelo Datafolha.
Segundo o Ministério da Justiça,
esse tipo de pesquisa procura captar as ocorrências de eventos criminais na
população, com o objetivo de compará-los com os dados oficiais registrados
pelas polícias, classificando-os por localidade, estrato social, cor da pele,
idade, sexo e renda. A amostra do estudo, que vem sendo preparado desde 2010,
foi de 78.000 pessoas.
Com 53,5% dos casos de extorsão
do país, as policias militares de Rio (30,23% das vítimas) e São Paulo (18,22%)
lideram com folga o que poderia ser o ranking da cobrança de propina pelas
polícias militares no país.
No Acre, a notícia divulgada
ontem (7) teve repercussão pelo facebook. Após a primeira postagem na página
social do deputado Major Rocha, mais de 16 já compartilharam a imagem do quadro
que mostra o ranking em todo o Brasil.
Ainda de acordo a pesquisa, 2,6%
dos ouvidos responderam terem sido vítimas de extorsão policial. Ao analisar
quem são essas pessoas, o levantamento mostrou que cresce a probabilidade de
uma pessoa ser alvo do achaque de PMs. Os pós-graduados têm 9 vezes mais chance
de ser achacada do que uma pessoa sem instrução. Dentre as vítimas de extorsão,
59% têm escolaridade acima do ensino médio.
Quem ganha mais de R$ 13.560 (20
salários mínimos) tem 5,8 vezes mais chances de ser extorquido por um PM do que
aqueles que ganham até R$ 678 (1 salário mínimo). Na leitura por faixa etária,
o grupo de 25 a 34 anos é a maior vítima, representando 36,4% dos achacados.
Veja abaixo a distribuição das
vítimas de extorsão por estado
Rio de Janeiro: 30,23%
São Paulo: 18,22%
Pará: 6,49%
Pernambuco: 6,05%
Bahia: 5,08%
Goiás: 4,34%
Paraná: 4,15%
Minas Gerais: 4,10%
Amazonas: 3,07%
Ceará: 2,54%
Rio Grande do Norte: 2,34%
Alagoas: 1,85%
Maranhão: 1,66%
Mato Grosso: 1,56%
Rio Grande do Sul: 1,27%
Santa Catarina: 1,27%
Espírito Santo: 1,07%
Paraíba: 1,07%
Amapá: 0,78%
Distrito Federal: 0,78%
Mato Grosso do Sul: 0,58%
Piauí: 0,58%
Sergipe: 0,48%
Tocantins: 0,19%
Rondônia: 0,19%
Acre: 0,04%
Roraima: 0,04%
Rio de Janeiro: 30,23%
São Paulo: 18,22%
Pará: 6,49%
Pernambuco: 6,05%
Bahia: 5,08%
Goiás: 4,34%
Paraná: 4,15%
Minas Gerais: 4,10%
Amazonas: 3,07%
Ceará: 2,54%
Rio Grande do Norte: 2,34%
Alagoas: 1,85%
Maranhão: 1,66%
Mato Grosso: 1,56%
Rio Grande do Sul: 1,27%
Santa Catarina: 1,27%
Espírito Santo: 1,07%
Paraíba: 1,07%
Amapá: 0,78%
Distrito Federal: 0,78%
Mato Grosso do Sul: 0,58%
Piauí: 0,58%
Sergipe: 0,48%
Tocantins: 0,19%
Rondônia: 0,19%
Acre: 0,04%
Roraima: 0,04%
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